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Imagens da CATVE mostram antes e depois da cheia do Rio Paraná na Ponte da Amizade

Nível do rio ultrapassou a cota de 121 metros


Dia 30/09 e 14/10

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As câmeras da CATVE instaladas na região da Ponte Internacional da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste, registraram a transformação na paisagem provocada pela cheia do Rio Paraná.

A comparação das imagens de 30 de setembro com as desta quarta-feira (14) mostra a diferença no volume de água no mesmo trecho do rio. Nas imagens mais antigas, é possível observar o nível mais baixo. Já no registro atual, a água ocupa uma área maior, evidenciando a elevação do Rio Paraná nos últimos dias.

A velocidade da cheia chama a atenção. No domingo (11), às 10h, o Rio Paraná estava na cota de 110,40 metros na região da Ponte da Amizade. Três dias depois, nesta quarta-feira (14), o nível já ultrapassou 121 metros acima do nível do mar, uma elevação superior a 10,60 metros.

A elevação é resultado das chuvas acima do previsto na bacia incremental, no reservatório de Itaipu e na bacia do Rio Iguaçu.

O aumento expressivo da vazão do Rio Iguaçu também interfere no escoamento do Paraná, especialmente no encontro dos dois rios. Esse fenômeno, conhecido como efeito de remanso, contribui para a elevação do nível da água.

Famílias deixam casas

A cheia já provoca transtornos nas regiões próximas às margens. Segundo a Defesa Civil, a água atingiu residências na Vila Bancária, em Foz do Iguaçu, e cinco famílias precisaram deixar as casas.

Moradores da margem direita do Rio Boicy também recebem orientações das equipes municipais. O Porto de Areia, às margens do Rio Iguaçu, e o Cataratas Iate Clube, às margens do Paraná, também foram atingidos.

No Paraguai, a Itaipu Binacional intensificou as ações de assistência e retirada preventiva de moradores dos bairros San Rafael e San Agustín, em Cidade do Leste. Até terça-feira (13), 183 famílias haviam sido transferidas para locais seguros somente em San Rafael.

Vertedouro de Itaipu

Na terça-feira (13), a Itaipu abriu duas calhas do vertedouro, mas fechou uma delas às 21h40. Desde então, o vertimento tem sido mantido na faixa média de 9 milhões de litros de água por segundo.

A usina mantém o monitoramento hidrometeorológico permanente e realiza o controle da vazão dentro dos limites operacionais.

As imagens das câmeras da CATVE permitem acompanhar visualmente a mudança no cenário da fronteira e a dimensão da cheia do Rio Paraná em apenas duas semanas.

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Alexandra Oliveira | Catve.com

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